A farmacêutica norte-americana Pfizer pretende disponibilizar sua futura vacina contra a Covid-19 por valores menores para países com menor capacidade econômica, o que pode ter impacto sobre os preços para o governo brasileiro.

 

A diferença de precificação “ajuda a garantir a equidade de modo que todo os países possam ter acesso à nossa vacina”, de acordo com nota da empresa.

 

Segundo noticiou a Reuters, haverá três preços diferentes para a vacina: um para países desenvolvidos, outro para os países em desenvolvimento (como é o caso do Brasil) e um terceiro para países mais pobres.

 

A vacina BNT162, que está em desenvolvimento pela Pfizer e a empresa alemã BioNTech, se baseia em trechos de RNA (molécula “prima” do DNA) que compõem o material genético do vírus.

 

O RNA viral da vacina contém a receita para a produção da chamada proteína S (de “spike” ou espícula, o gancho molecular usado pelo Sars-CoV-2 para se conectar às células humanas). Espera-se que, uma vez dentro das células, esse pedaço de RNA seja usado para iniciar a produção da proteína S, a qual, por sua vez, desencadeará uma reação de defesa do organismo. Quando o organismo entrar em contato com o vírus real, a esperança é que ele já esteja com anticorpos prontos para combatê-lo.

 

Tudo indica que a técnica é relativamente segura, mas resta demonstrar sua eficácia –até hoje, nenhuma vacina de RNA foi liberada para uso comercial.

 

No Brasil, as vacinas que estão na última fase de testes, com diferentes técnicas e abordagens, são as de Pfizer/BioNTech, Sinovac, Universidade de Oxford/AstraZeneca e Janssen (Johnson & Johnson).

 

No caso da Coronavac, da chinesa Sinovac, e da vacina de Oxford/AstraZeneca, já há contrato de transferência de tecnologia para a produção no Brasil pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz, respectivamente.

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