Governo venezuelano ordena prisões após ataque dos EUA e sindicato denuncia detenções de jornalistas Redação 6 de janeiro de 2026 Destaque, Notícias, Política, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS O governo da Venezuela determinou que as forças de segurança iniciem imediatamente a busca e captura, em todo o território nacional, de pessoas suspeitas de promover ou apoiar o ataque armado dos Estados Unidos contra o país. A ordem foi anunciada nesta segunda-feira (5) pela presidente interina Delcy Rodríguez.A medida está prevista em um decreto publicado no sábado (3), data em que o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores teriam sido sequestrados por militares norte-americanos durante uma operação realizada em Caracas. Embora o decreto tenha sido assinado no sábado, o conteúdo integral do documento só foi divulgado oficialmente nesta segunda-feira.Em meio à onda de prisões, o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela denunciou a detenção de pelo menos 14 jornalistas. Segundo a entidade, 11 dos presos atuam em veículos de comunicação ou agências internacionais, enquanto um trabalha em uma empresa de comunicação nacional.De acordo com o sindicato, ao menos dez profissionais permanecem detidos, e a organização exigiu a libertação imediata de todos. Parte das prisões teria ocorrido dentro e nos arredores da Assembleia Nacional, durante a sessão que oficializou a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina.Em nota anterior, o sindicato também solicitou o desbloqueio de mais de 60 veículos de comunicação que estariam sob censura no país. A entidade afirmou que não há perspectiva de transição democrática enquanto persistirem restrições à liberdade de imprensa.Maduro nos Estados UnidosTambém nesta segunda-feira, Nicolás Maduro e Cilia Flores passaram por uma audiência de custódia em uma corte de Nova York. Durante a sessão, o presidente venezuelano se declarou inocente das acusações apresentadas pelo governo dos Estados Unidos.O caso foi discutido pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que se reuniu para tratar do ataque à Venezuela e da retirada forçada de Maduro do país. A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, afirmou estar “profundamente preocupada” com a operação militar realizada no dia 3 de janeiro e declarou que normas do direito internacional não teriam sido respeitadas.Segundo informações oficiais, Maduro e a esposa foram retirados à força da Venezuela após um ataque militar dos Estados Unidos à capital Caracas, na madrugada de sábado. O presidente venezuelano foi levado de navio para Nova York e está detido em um presídio federal no bairro do Brooklyn.As autoridades norte-americanas acusam Maduro e Cilia Flores de liderarem um governo considerado ilegítimo e corrupto, além de envolvimento com narcoterrorismo, conspiração para tráfico internacional de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para uso desses armamentos.