Em seu livro “Tchau, Querida — O Diário do Impeachment”, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), acusa o ex-deputado federal baiano e atual presidente do PL na Bahia, José Carlos Aráujo, de tentar extorqui-lo.

 

À revista Veja, que divulgou trechos da publicação em sua edição deste final de samana, Araújo rebateu o ex-parlamentar – atualmente em prisão domiciliar. “Essa história é mentirosa”, afirmou.

 

Cunha acusa o baiano, que era presidente do Conselho de Ética da Câmara, de ter lhe pedido R$ 3 milhões para a campanha eleitoral seguinte, por meio do também ex-deputado Sandro Mabel.

 

O emedebista diz que se topasse a proposta, poderia interferir na escolha do relator do seu processo no colegiado. “Nunca conversei com o Mabel sobre isso”, acrescentou Araújo.

 

O presidente da Câmara durante o processo de Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também diz que o relator do seu processo de cassação, que depois viria a ser substituído, Fausto Pinato, também exigiu dinheiro em troca de facilidades.

 

“Fausto Pinato estava disposto a arquivar, segundo o que me trazia o deputado André Moura, que se tornou o meu interlocutor com ele. Só que, oportunista, pediu, por intermédio de Moura, 5 milhões de reais”, diz Cunha, segundo a revista.

 

Ao periódico, Pinato demonstrou indignação e disse que irá processar o ex-deputado. “Vou ter de processar Cunha. É muito fácil ficar preso, condenado, e, depois que está enterrado politicamente, ficar falando. Por que não falou na época?”, afirma.

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