Ao deixar o hospital após ter alta neste domingo, 18, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu o ex-minstro da Saúde, Eduardo Pazuello que se encontrou com intermediário em afirmando a possibilidade de negociar milhões de vacinas da coronavac oferecidas por quase o triplo do valor negociado com o Instituto Butantan.

Brasília é o paraíso dos lobistas. Todos pressionavam por vacinas. Muitas pessoas foram recebidas no ministério. O próprio traje do Pazuello, ele está sem paletó. Aquele pessoal se reuniu com diretor responsável por possível compra lá no ministério e na saída conversou”, disse Bolsonaro.

Em uma gravação realizada no gabinete do coronel da reserva Elcio Franco, no dia 11 de março, Pazuello aparece ao lado de quatro pessoas acenando com a possibilidade de aquisição de 30 milhões de doses da vacina “no mais curto prazo possível”. O ex-ministro também diz que o encontro terminava com um memorando de entendimento já assinado e o “compromisso” do ministério de fazer o negócio.

O presidente Jair Bolsonaro continuou a defender o aliado. “Se eu tivesse na Saúde teria apertado a mão daqueles ‘caras tudo’. O receber, ele não tava sentado na mesa”.

Em nota, Pazuello rebateu as acusações. “Enquanto estive como Ministro da Saúde, em momento algum negociei aquisição de vacinas com empresários, fato que já foi reiteradamente informado na CPI da Pandemia e em Outras Instâncias Judicantes.”

A negociação teria sido feita com intermediários que representam a World Brands, uma empresa de Santa Catarina que lida com comércio exterior, e foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira, 16.

A proposta feita para a aquisição através da World Brands tinha a cotação de US$ 28 por dose, o que ia resultar num gasto total de R$ 9,3 bilhões por 30 milhões de doses. Dois meses antes, o governo federal já havia firmado contrato de compra para 100 milhões de doses da Coronavac por preço de U$$ 10 por dose.

A World Brands Distribuição, de Santa Catarina, está registrada em nome do empresário Jaime José Tomaselli., que foi um dos três condenados pela Justiça Federal de Itajaí (SC), em maio de 2014, por participar de um conluio que fraudou documentos de importação de produtos.

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