Polícia enfrenta entraves para prender suspeitos de estupro coletivo em Copacabana Redação 3 de março de 2026 Destaque, Notícias, Polícia, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS A Polícia Civil do Rio de Janeiro relatou dificuldades iniciais para obter a prisão de quatro homens suspeitos de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos. O crime teria ocorrido em 31 de janeiro, em um apartamento localizado em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. As informações foram divulgadas pelo portal G1.Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), o pedido de prisão preventiva e os mandados de busca e apreensão foram protocolados ainda durante o plantão judiciário. No entanto, à época, a solicitação não foi considerada urgente.O caso tramitou por duas varas distintas antes de ser analisado. Inicialmente, foi encaminhado à Vara de Violência Doméstica e, depois, redistribuído para a vara especializada em crimes contra crianças e adolescentes. O decreto de prisão foi assinado apenas na última sexta-feira (27), cerca de 20 dias após o pedido inicial. Quando os mandados foram expedidos, os suspeitos já não estavam mais nos endereços informados.A tentativa de cumprimento das ordens ocorreu no sábado (28), em uma ação que buscava preservar o efeito surpresa. Contudo, os investigados não foram localizados. Até o momento, não há confirmação sobre quando deixaram as residências. De acordo com o delegado, o fato de as defesas já terem acesso ao processo pode ter comprometido a estratégia policial.Dois dos suspeitos se apresentaram espontaneamente à polícia nesta terça-feira (3). Outros dois permanecem foragidos. Além dos quatro adultos investigados, há um adolescente envolvido no caso, que está sendo acompanhado pela Vara da Infância e da Juventude.Celulares são considerados peças-chaveAs investigações seguem com foco na análise dos aparelhos celulares apreendidos, apontados como fundamentais para o inquérito. Embora não haja confirmação de que o crime tenha sido filmado, a polícia trabalha com a hipótese de que possam existir registros ou troca de mensagens entre os envolvidos antes e depois do episódio.De acordo com a apuração, a vítima foi ao apartamento sem saber que outras pessoas estariam no local. A autoridade policial classificou a situação como uma emboscada. Segundo o delegado, ficou claro no depoimento que a adolescente não consentiu qualquer contato com terceiros, reforçando a tipificação do crime.O caso segue sob investigação.