A Justiça do Rio de Janeiro realizou, nesta semana, mais uma etapa do processo em que o rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, é acusado de tentativa de homicídio contra policiais civis.

Durante a audiência de instrução e julgamento, conduzida pela 3ª Vara Criminal da Capital, foi ouvida uma testemunha de defesa dos réus. Além de Oruam, também respondem ao processo Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais.

Em depoimento, a testemunha afirmou que os policiais procuravam por ele na residência do artista e alegou que os agentes não se identificaram nem apresentaram mandado de busca e apreensão. Ele também declarou que foi colocado dentro de uma viatura da Polícia Civil e que não presenciou a suposta agressão com pedras relatada na investigação.

Após a oitiva da testemunha, as defesas informaram que os réus optaram por exercer o direito de permanecer em silêncio.

Oruam está com prisão preventiva decretada e é considerado foragido da Justiça.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o caso aconteceu em julho de 2025, durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes na residência do cantor, localizada no bairro do Joá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

De acordo com a acusação, policiais que cumpriam um mandado relacionado a um adolescente investigado por envolvimento com o tráfico de drogas teriam sido alvo de agressões durante a ação. O processo segue em tramitação e aguarda os próximos desdobramentos judiciais.