Fora Temer, eleições diretas para a Presidência e fim das reformas impopulares foram pautas das centrais em Salvador

Um grupo de manifestantes se reuniu na tarde deste domingo (21), em Salvador, para protestar contra o presidente Michel Temer e pedir eleições diretas. A concentração da manifestação começou por volta das 13h, no Largo do Campo Grande, centro da cidade, e às 15h eles iniciaram uma passeata, tendo como destino, a princípio, o Farol da Barra, na orla. Às 17h15, a manifestação foi encerrada.

Participaram do ato, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-BA) e entidades populares. Segundo os organizadores, participaram do protesto cerca de 10 mil pessoas. A Polícia Militar não estimou o público presente.

Após sair do Largo do Campo Grande, a caminhada seguiu pelo Corredor da Vitória. Por volta das 15h45, o protesto chegou à Ladeira da Barra e, meia hora depois, já estava no Porto da Barra. Às 16h30, a manifestação chegou até o Farol da Barra. No local, líderes sindicais e outros participantes subiram em um mini-trio para discursar. Muitas pessoas dispersaram do protesto no local.

Por volta das 17h, o grupo que ficou decidiu esticar o trajeto da passeata e começaram a caminhar em direção ao Cristo da Barra, distante um quilômetro do Farol. Eles chegaram no Cristo por volta das 17h30, e às 17h15 o protesto terminou.

A caminhada até o Farol tomou todas as faixas da via, interrompendo completamente o tráfego de veículos. De acordo com informações da Transalvador, não houve grande engarrafamento, já que domingo é um dia que não há grande movimento de carros na região. Do Farol até o Cristo, ainda segundo a Transalvador, o trânsito na região ficou levemente congestionado.

Os manifestantes exibiram faixas, cartazes e bandeiras pedindo a saída de Temer, e gritaram palavras de ordem.

Para Álvaro Dias, integrante da CUT, o principal objetivo do protesto é reivindicar a saída do presidente Temer. “Temer tem que sair e, depois disso, queremos eleições diretas”.

Já a professora universitária Mara Miranda destaca a necessidade da população se manifestar com relação ao atual cenário político o Brasil. “Eu acho que todo mundo deveria estar na rua clamando a saída de Temer”, disse.

Jerónimo da Silva Júnior, integrante da União dos Negros pela Igualdade (Unegro), concorda com a professora. “Mais do que nunca, a população tem que estar na rua, mobilizada, porque se depender do Congresso ele [Temer] não sairá”, falou.

FONTE: G1

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