Samara Martins e Thiago Stabile são citados em investigação que apura possível uso de recursos do tráfico em negócios do setor de beleza

Os sócios da influenciadora Virginia Fonseca, Samara Martins e Thiago Stabile, são investigados em um inquérito que apura um possível esquema de lavagem de dinheiro. A investigação tem como principal alvo Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC” e viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”.

Segundo informações divulgadas pela revista Piauí, Samara e Thiago passaram a ser investigados após uma decisão do delegado Renato Mazagão Junior. O inquérito busca esclarecer se recursos provenientes do tráfico de drogas teriam sido utilizados por Karen Mori em investimentos no setor de beleza.

Ainda de acordo com a publicação, Karen teria investido R$ 800 mil na abertura da primeira unidade da Pink Lash, negócio que posteriormente teria dado origem à marca WePink. Em depoimento citado pela reportagem, ela teria confirmado a participação no empreendimento.

Karen afirmou que conheceu Samara por ser cliente dos serviços de extensão de cílios prestados por ela e que, posteriormente, propôs uma sociedade. Segundo seu relato, a divisão seria de 50% para ela e 50% para Samara e Thiago.

Ela também afirmou ter conhecido Virginia e relatou que os três teriam participação no negócio. De acordo com a versão apresentada por Karen, cada um teria direito a aproximadamente 33,3% da empresa.

Ainda segundo o relato, Samara e Thiago seriam responsáveis pelo marketing, enquanto Virginia ficaria encarregada da divulgação dos produtos por meio das redes sociais. Karen, por sua vez, teria entrado com os recursos financeiros.

A empresária também afirmou que teria sido deixada de lado após a criação da WePink. Segundo ela, teria recebido um ultimato para vender sua participação na empresa sob ameaça de uma possível falência.

“Eu fui usada de escada, me dispensaram quando os chineses apareceram”, afirmou Karen, segundo a reportagem.

O empresário chinês citado por ela é Chaopeng Tan, apontado como investidor com participação em diversos negócios.

Virginia também é investigada

O caso envolvendo os sócios ocorre em meio a outra investigação envolvendo Virginia Fonseca. No início de julho, tornou-se público que a influenciadora também estaria sendo investigada pela Polícia Federal por suspeitas relacionadas a operações financeiras realizadas por ela e por empresas das quais é sócia.

As investigações ainda estão em andamento. Até o momento, as suspeitas mencionadas no inquérito não representam, por si só, uma condenação ou comprovação de prática criminosa por parte dos investigados.

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