A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente neste domingo (16), dando início à disputa pelo Governo da Bahia. Após meses de movimentações políticas e articulações dentro dos limites estabelecidos pela Justiça Eleitoral, os candidatos passam a intensificar as ações em busca do voto.

Na Bahia, o principal confronto deve repetir a disputa pelo governo estadual ocorrida há quatro anos, entre o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). O cenário também conta com João Roma (PL) na disputa pelo Senado ao lado de ACM Neto e com a participação do PSOL, que apresenta candidatura própria ao governo.

Diante desse cenário, os dois principais grupos políticos devem concentrar esforços para reduzir erros durante a campanha e consolidar suas estratégias eleitorais.

Estratégias dos dois grupos

Jerônimo Rodrigues deve apostar na defesa do legado das gestões petistas que o antecederam, incluindo os governos de Jaques Wagner e Rui Costa. A estratégia busca destacar ações realizadas pelo grupo político ao longo de aproximadamente duas décadas à frente do Governo da Bahia.

Do outro lado, ACM Neto deve explorar o discurso de mudança. Após 20 anos de administrações petistas no Palácio de Ondina, a oposição pretende apresentar a alternância de poder como uma das principais propostas da campanha.

O grupo governista, porém, conta com um importante aliado nacional: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A força eleitoral de Lula na Bahia pode ser um dos principais trunfos de Jerônimo durante a disputa. A tendência é que a campanha reforce a associação entre os dois nomes.

Já ACM Neto deve buscar uma estratégia que evite confrontos diretos com Lula, tentando preservar eleitores que apoiam o presidente, mas também podem votar no candidato do União Brasil para o Governo da Bahia.

Banco Master entra no cenário político

Outro fator que pode influenciar a disputa é o caso envolvendo o Banco Master. O episódio ainda pode gerar impactos políticos em diferentes grupos, mas, até o momento, o senador Jaques Wagner aparece entre os nomes que enfrentam maior desgaste relacionado ao caso.

Também houve especulações sobre possíveis impactos envolvendo ACM Neto e João Roma, mas, até agora, a repercussão sobre esses nomes tem sido menor.

Primeiros atos mostram estratégias

O primeiro fim de semana oficial de campanha também serviu para apresentar a estratégia territorial dos candidatos.

Jerônimo Rodrigues realizou atividades em Salvador e na região de Irecê, áreas com características eleitorais distintas para o PT. ACM Neto, por sua vez, iniciou oficialmente a campanha pelo Oeste da Bahia, região onde a oposição ao PT historicamente apresenta maior força.

A partir de agora, a tendência é que as agendas de campanha sejam ampliadas, com caminhadas, reuniões, encontros com lideranças, debates e atividades em diferentes regiões do estado.

Com a eleição marcada para 4 de outubro, os próximos meses serão decisivos para definir se a Bahia terá novamente uma disputa concentrada entre os dois principais grupos políticos ou se o cenário eleitoral apresentará novas surpresas ao longo da campanha.

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