Uma americana de 39 anos precisou ser internada em estado grave após ser picada por cerca de 15 aranhas durante um acampamento com a família no Parque Estadual de Cheney, próximo ao Lago Cheney, no estado do Kansas, nos Estados Unidos.

Britagne Miller contou que o ataque aconteceu enquanto estava no acampamento. Segundo ela, a sensação foi como se várias aranhas subissem por suas pernas e entrassem em sua camisa. “Tenho pavor de aranhas. Fiquei com picadas dos dois lados da perna”, relatou.

Dias após o incidente, a dor na perna direita se intensificou, levando à internação em um hospital da cidade de Wichita. Miller descreveu a dor como se estivesse sendo “esfaqueada”.

De acordo com a família, um grande hematoma se formou na panturrilha direita, exigindo uma cirurgia para retirada de coágulos e drenagem da região afetada.

O quadro clínico se agravou porque Britagne já convivia com duas doenças sanguíneas raras e insuficiência hepática em estágio terminal, fatores que aumentaram o risco de complicações. Em determinado momento, médicos chegaram a considerar cuidados paliativos diante da gravidade da situação.

Durante o tratamento, ela desenvolveu uma infecção na corrente sanguínea e uma infecção por estafilococos, que provocaram necrose dos tecidos ao redor da ferida. A paciente precisou passar por novos procedimentos para remover a pele comprometida e intensificar o tratamento com antibióticos.

Segundo a família, a recuperação definitiva depende de um transplante de fígado, mas ela ainda precisa estabilizar seu estado de saúde antes de poder ser incluída no procedimento.

O marido de Britagne afirmou que perdeu o emprego por permanecer ao lado da esposa durante a internação e cuidar dos quatro filhos do casal, de 9, 12, 14 e 15 anos.

Após semanas hospitalizada, Britagne recebeu alta para continuar o tratamento em casa. Ela informou que ainda sente dores constantes, utiliza um dispositivo de sucção para auxiliar na cicatrização da ferida e segue acompanhada pela equipe médica.

Embora a espécie da aranha não tenha sido identificada com precisão, os médicos avaliam que as lesões são compatíveis com uma picada de aranha-marrom, espécie venenosa capaz de provocar desde irritações leves até necrose e infecções graves, dependendo da resposta do organismo.