O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou forte apoio ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, afirmando nesta segunda-feira (7) que o Brasil está fazendo uma “coisa horrível” ao persegui-lo. Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump declarou que Bolsonaro é vítima de uma perseguição incessante e que ele não é culpado de nada, exceto por ter “lutado pelo povo”.

“Eu passei a conhecer Jair Bolsonaro, e ele foi um líder forte, que realmente amava seu país. Além disso, um negociador muito duro em questões de comércio. Sua eleição foi muito apertada e, agora, ele está liderando nas pesquisas. Isso não é nada mais, nada menos do que um ataque a um oponente político – algo que eu conheço muito bem!”, escreveu Trump, comparando a situação de Bolsonaro à sua própria. Ele concluiu pedindo: “DEIXEM BOLSONARO EM PAZ!”.

A declaração de Trump ocorre em um momento de grande expectativa entre bolsonaristas, que pressionam os Estados Unidos a aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que reside nos EUA desde março alegando perseguição pelo ministro, tem articulado junto a membros do governo Trump para que Moraes seja punido.

Há duas semanas, o deputado republicano Chris Smith, copresidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Estados Unidos, enviou uma carta ao secretário de Estado e à Casa Branca pedindo ações rápidas para sancionar Moraes. Essa iniciativa seguiu o depoimento de Paulo Figueiredo, ex-comentarista da Jovem Pan, à comissão, onde reforçou a narrativa de que Bolsonaro é perseguido politicamente como forma de anular a oposição ao atual presidente Lula (PT).

O texto original também relembra declarações e ações de Bolsonaro durante sua Presidência, incluindo declarações golpistas, crises entre os Poderes, questionamentos sobre a segurança das eleições de 2022, ameaças a decisões do STF e campanhas para desacreditar o sistema eleitoral. Após sua derrota, Bolsonaro é acusado de incentivar acampamentos golpistas que culminaram nos ataques de 8 de janeiro, de discutir formas de intervir no TSE e anular eleições, e de ser saudosista da ditadura militar. Atualmente, Bolsonaro está inelegível até 2030, após ser condenado pelo TSE por ataques ao sistema eleitoral e ser réu no STF por acusações relacionadas à trama golpista de 2022. Caso seja condenado por crimes como organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano qualificado, a pena pode ultrapassar 40 anos de prisão.