A Precisa Medicamentos, intermediária responsável pela venda de doses da vacina Covaxin ao ministério da Saúde, teria arrecadado pelo menos R$ 9,5 milhões vendendo o imunizante a 59 clínicas privadas no início do ano, segundo documentos obtidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, vigente no Senado Federal. As empresas pagaram um “sinal” de 10% para a intermediária, mas ficaram sem a vacina.

De acordo com o jornal O Globo, os negócios não foram adiante porque, além de a vacina não ter sido aprovada pela Anvisa, o Congresso não liberou clínicas privadas para vacinarem seus clientes contra covid-19, doença causada pelo coronavírus, até agora.

A oferta de Covaxin para clínicas privadas foi feita entre o fim do ano passado e fevereiro deste ano, antes do contrato com o governo brasileiro, agora investigado pela CPI e pelo Ministério Público Federal (MPF). Em 25 de fevereiro, o governo comprou 20 milhões de doses de Covaxin por R$ 1,6 bilhão, contrato suspenso após descumprimento de seus prazos pela Precisa Medicamentos.

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