A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, nesta sexta-feira (28), embargos infringentes ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja reconhecido o voto do ministro Luiz Fux, que havia declarado a nulidade da ação penal e, no mérito, absolvido o ex-presidente.

No documento, os advogados afirmam que o STF cometeu um “erro judiciário” ao declarar o trânsito em julgado da ação enquanto ainda estava em curso o prazo para apresentação dos embargos. A defesa solicita que a decisão seja revista.

A petição também classifica o ato como uma “exceção inadmissível”.

“A decisão que antecipou o trânsito em julgado da ação penal enquanto ainda transcorria prazo para a oposição de embargos infringentes, ainda que referendada pela 1ª Turma, caracteriza-se como erro judiciário e deve ser revista”, argumenta o texto.

Os embargos infringentes são um recurso utilizado quando há divergência relevante entre votos em julgamentos colegiados, e a defesa busca justamente que prevaleça o entendimento de Fux, favorável a Bolsonaro.

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