A verdadeira Seleção Brasileira não veste amarelo em Copa do Mundo.
Ela veste botas, macacão, capacete e todos os EPIs que o trabalho exige.

Ela acorda cedo. Pega buzu lotado. Enfrenta sol, chuva e trânsito.
E ainda assim entra em campo todo santo dia.

É o povo que faz esse país ser gigante.
É o médico, a enfermeira, o nutricionista, o cozinheiro, a babá, a doméstica, o professor, o pedreiro, a manicure, o motorista, o guarda, o coveiro, o agricultor, o psicólogo, o bancário, o agente de endemias, a cabeleireira, o músico, o cantor, o ator, o petroleiro, o engenheiro, o arquiteto, o advogado, o metalúrgico, o profissional da limpeza.

É essa gente que treina sem técnico, joga sem reserva e não perde uma partida.
Joga pelos idosos, pelas crianças, pelos adolescentes e pelos adultos que dependem dela.

Temos um governo que treina essa seleção há anos, com programas e investimentos sociais. Que bom.
Mas quem realmente entende do jogo é quem está em campo.

A outra “seleção”, a das chuteiras e dos holofotes, não me representa.
Ocupa nossa casa, usa nosso nome e muitas vezes nos faz passar vergonha.

Eu fico com a seleção de EPI e EPC.
Com a que movimenta a economia, faz gol todo dia e divide a vitória com todo mundo.

É por essa seleção que eu torço.
É dela que eu faço parte.
E é nela que eu acredito.

Viva a pátria do trabalho.

Cedro Costa
Salvador, 05/07/2026

Obs:
EPI – Equipamento de Proteção Individual
EPC – Equipamento de Proteção Coletiva

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