O mercado de trabalho no Brasil registrou 90,1 milhões de pessoas ocupadas com idade igual ou superior a 14 anos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número revela uma recuperação da queda registrada há três anos.

Entre 2012 e 2015, o crescimento médio anual foi de 1,2%. A sequência de resultados positivos foi interrompida em 2016, quando houve queda de 1,0%. Em 2017, o índice se manteve estável e em 2018, teve uma leve alta: 1,5%. Entre 2012 e 2018, a alta ficou em 4,6%.

As mulheres representam mais da metade da população em idade para trabalhar (52,3%), mas os homens ocupam a maior parcela de trabalhadores (56,7%). A participação masculina é maior que a feminina em todas as regiões do país.

Em 2018, o Sudeste teve a maior participação feminina na ocupação atingindo 44,6%. Entretanto, analisando o período de seis anos, em relação a 2012, o Nordeste teve o maior avanço no percentual de mulheres ocupadas, de 39,8% em 2012, para 42,1% em 2018.

Os dados estão presentes na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua) Rendimento de Todas as Fontes 2018, divulgada nesta quarta-feira (16), no Rio de Janeiro, pelo IBGE.

Rendimentos

A diferença entre homens e mulheres também é observada nos rendimentos de cada grupo. Em 2018, o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos ficou em R$ 2.234,00. Enquanto os homens recebiam R$ 2.460,00, as mulheres não passavam de R$ 1.938,00.

De acordo com o IBGE, isso indica que a proporção do rendimento das mulheres em relação ao dos homens chegou a 78,8%.

Cor e raça

Ainda segundo a pesquisa, em 2018, a população branca registrava 45,2% da população ocupada. A parda era de 43,5% e a preta era de 10,1%. Na comparação com 2012, a banca diminuiu 3,7 pontos percentuais, a preta cresceu 2,0 pontos percentuais, e da parda com alta de 1,3 ponto percentual.

Com rendimento médio mensal real de todos os trabalhos de R$ 2.897,00, em 2018, as pessoas brancas tinham rendimentos 29,7% superiores à média nacional: R$ 2234,00. As pessoas pardas com R$ 1.659,00 eram 25,7%, e as pretas com rendimento de R$ 1.636,00 representavam 26,8%.

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