O candidato a deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ) rasgou uma placa feita em homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no início do ano.

Aliado próximo do candidato ao Senado Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável Jair Bolsonaro, Amorim afirmou que o objetivo foi protestar contra a “bagunça socialista”. A placa era uma réplica não-oficial de indicação de rua no Rio de Janeiro e foi colocada sobre a da praça Floriano, nome oficial da Cinelândia, onde fica a Câmara dos Vereadores.

“O episódio da Marielle é tenebroso. Foi um crime bárbaro. Tem que ser investigado e os assassinos banidos da sociedade, seja na cadeia ou cemitério. Mas ela é só mais uma brasileira entre 60 mil vítimas de homicídios. Não pode ter tratamento diferenciado”, disse ele.

“Foi uma ação em represália aos grupos de esquerda que colocaram à revelia da lei uma placa nos moldes das indicativas de rua e colaram arbitrariamente, abusivamente, ilegalmente por cima da placa da praça Floriano”, disse ele.

A retirada ocorreu no domingo (30) à noite. No dia seguinte, Amorim levou a placa –feita de papel– para Petrópolis, onde foi fotografado com ela rasgada ao meio. Ele afirmou que o cartaz foi danificado no momento da retirada, embora o vídeo em que ele divulga a retirada do poste aparece apenas um rasgo na ponta.

“Na hora de tirar a placa ela partiu. No dia seguinte, narramos esse ato num discurso contra a esquerda e mostramos a placa. Nem sei onde está mais. Não sei se está no lixo”, disse ele.

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