Os trabalhadores da limpeza urbana de Salvador decidiram manter o estado de greve após uma nova rodada de negociações sobre reajuste salarial e índice de insalubridade terminar sem acordo na última quinta-feira (29).

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia (Sindilimp-BA), as duas reivindicações são consideradas fundamentais para os garis e margaridas que atuam na capital baiana.

O secretário-geral da entidade, Luiz Carlos Suíca, afirmou que o prefeito Bruno Reis (União Brasil) tomou a frente para tentar solucionar o impasse e destacou que as negociações continuam sendo acompanhadas pelo sindicato.

Segundo Suíca, a categoria permanecerá mobilizada até que haja uma definição sobre o reajuste salarial. O percentual de insalubridade pago aos profissionais também segue entre os principais pontos de discussão.

O sindicato ressaltou ainda que a manutenção do estado de greve não significa uma paralisação imediata dos serviços a partir do próximo domingo (1º de novembro), data-base da categoria. A entidade garantiu que os serviços essenciais continuarão sendo prestados à população.

A decisão pelo estado de greve funciona como um instrumento de mobilização dos trabalhadores para demonstrar insatisfação diante da falta de acordo com as empresas responsáveis pelos serviços de limpeza urbana.