A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo à Justiça na última quarta-feira (10). A informação foi divulgada pelo g1.

Segundo a denúncia, Deolane teria cometido irregularidades durante o período em que esteve em prisão domiciliar, em 2024. O episódio teria sido um dos fatores considerados para o indeferimento de um novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa em 2026.

O documento foi assinado por sete promotores, entre eles Lincoln Gakiya, conhecido por atuar em investigações relacionadas ao crime organizado. Na manifestação, o Ministério Público argumenta que a prisão domiciliar não é recomendada em casos que envolvam organizações criminosas com atuação violenta.

A defesa da influenciadora solicitou a transferência para prisão domiciliar alegando, entre outros motivos, a necessidade de acompanhamento da filha de 12 anos. No entanto, o MP entendeu que a unidade prisional onde Deolane está custodiada, em Tupi Paulista, possui condições adequadas para sua permanência e destacou que a criança está sob os cuidados da avó.

Ainda de acordo com o órgão, há indícios de que valores ligados à facção criminosa PCC eram mantidos em imóveis associados à influenciadora e aos filhos dela. As investigações apuram suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à organização criminosa.

A denúncia também envolve Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Everton de Souza, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Marco Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Paloma Sanches Herbas Camacho. Segundo o Ministério Público, Everton e Paloma são sobrinhos do apontado líder da facção.

O caso segue sob análise da Justiça.