Conflito no Oriente Médio: ataques e retaliações ampliam tensão e atingem áreas civis Redação 3 de março de 2026 Destaque, Guerra, Notícias, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS Até poucos dias atrás, cenas de drones interceptados no céu, destroços caindo nas ruas e prédios em chamas pareciam distantes da realidade de quem vive ou visita algumas das cidades mais prósperas do Oriente Médio, como Dubai, Abu Dhabi e Doha.No entanto, o cenário mudou no sábado (28/2), após uma escalada militar envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã. A ofensiva, segundo relatos oficiais iranianos, resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.Em resposta, o Irã lançou ataques que, além de atingir território israelense e posições militares americanas, também alcançaram alvos nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Omã, Iraque e Jordânia.De acordo com autoridades iranianas, os ataques foram direcionados a locais que abrigam bases ou presença militar dos Estados Unidos na região. Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que “todos os territórios ocupados e as bases criminosas dos Estados Unidos na região foram atingidos pelos potentes impactos dos mísseis iranianos”, acrescentando que a operação continuaria até que o “inimigo fosse derrotado de forma decisiva”.O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou que o país exerce seu direito de retaliação e afirmou que o objetivo não são as nações vizinhas, mas estruturas consideradas “solo americano”.“Aos países da região: não estamos buscando atacá-los. Mas quando as bases localizadas em seu país são usadas contra nós, e quando os Estados Unidos realizam operações na região contando com essas forças, então atacaremos essas bases. Pois essas bases não fazem parte do território desses países; na verdade, são solo americano”, declarou.Áreas civis também foram atingidasApesar das declarações de que os alvos seriam militares, imagens divulgadas nas redes sociais e por agências de notícias indicam que drones e mísseis atingiram áreas além das instalações estratégicas, alcançando também zonas civis.A extensão total dos danos e o número de vítimas ainda estão sendo apurados pelas autoridades locais. O aumento da tensão gera preocupação internacional e levanta alertas sobre os riscos de uma escalada ainda maior no conflito regional.