CCJ aprova projeto que impede condenados por homicídio de herdar patrimônio de familiares Redação 17 de junho de 2026 Destaque, Julstiça, Notícias, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 23/2026, que altera o Código Civil para ampliar as restrições sucessórias a pessoas condenadas por homicídio doloso. A proposta ficou conhecida como “Lei Suzane von Richthofen” e agora poderá seguir para análise do Senado, caso não haja recurso para votação no plenário da Câmara.O projeto foi apresentado pela deputada Dayany Bittencourt e tem como objetivo impedir que condenados por assassinato tenham acesso, mesmo de forma indireta, ao patrimônio de familiares da vítima por meio das regras de sucessão.A proposta ganhou destaque após discussões envolvendo Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002. Recentemente, o nome dela voltou ao debate público em razão de uma disputa relacionada à herança deixada por um tio da família.Atualmente, o Código Civil prevê a chamada indignidade sucessória, mecanismo que impede o recebimento de herança por quem pratica atos graves contra o autor da herança. No entanto, segundo a justificativa do projeto, a legislação atual apresenta lacunas que podem permitir o acesso ao patrimônio familiar por vias indiretas.Com a mudança proposta, a restrição passaria a alcançar também parentes colaterais de até quarto grau, incluindo situações envolvendo tios, sobrinhos e primos. O objetivo é evitar que pessoas condenadas por homicídio sejam beneficiadas financeiramente por sucessões relacionadas à família da vítima.Segundo a autora da proposta, a medida busca fortalecer a coerência do sistema sucessório brasileiro e impedir que criminosos obtenham vantagens patrimoniais decorrentes de vínculos familiares afetados pelo próprio crime.Se não houver recurso para apreciação pelo plenário da Câmara, o texto seguirá para análise do Senado Federal, etapa seguinte da tramitação legislativa.