Lula quer discutir segurança, comércio e investimentos em encontro com Trump Redação 22 de fevereiro de 2026 Destaque, Notícias, Política, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende tratar de uma ampla pauta em um futuro encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda sem data definida. Entre os temas previstos estão minerais de terras raras, comércio exterior, investimentos, combate ao crime organizado e cooperação em segurança pública.Lula falou sobre as expectativas durante entrevista coletiva neste domingo (22). O presidente esteve na Índia desde quinta-feira (19), onde participou de um fórum sobre inteligência artificial e realizou reuniões bilaterais com outros líderes. Na sequência, seguiu para Seul, na Coreia do Sul, onde se reúne com o presidente Lee Jae Myung e com executivos de grandes empresas sul-coreanas.Segundo Lula, a cooperação na área de segurança será um dos pontos centrais da conversa com o líder norte-americano. Ele afirmou estar “muito otimista” com o encontro e defendeu uma relação “altamente civilizada e respeitosa” entre os dois países.O presidente destacou que o combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro pode ser uma frente de atuação conjunta entre Brasil e Estados Unidos. “Se tem uma coisa que nós precisamos trabalhar juntos é no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro”, declarou.Para a reunião, Lula disse que pretende levar representantes da Receita Federal, da Polícia Federal, do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda. A proposta é estruturar uma cooperação mais ampla contra o crime organizado internacional. “Vou levar minha Polícia Federal, meu ministro da Justiça, a Receita. Eles levam o FBI, a CIA, o Departamento de Justiça deles”, afirmou.O presidente classificou o crime organizado como uma “empresa multinacional altamente sofisticada”, com atuação em diversos países e infiltração em diferentes setores da sociedade. Segundo ele, o Brasil já reforçou estruturas de combate a ilícitos na fronteira amazônica, em cooperação com países vizinhos, e está disposto a ampliar a articulação com os Estados Unidos.Lula também informou que já conversou por telefone com Trump ao menos três vezes sobre temas de segurança e que o Brasil enviou às autoridades norte-americanas documentos, fotografias e nomes de investigados, inclusive em um caso de contrabando de combustíveis. “Eu não quero recebê-los. Eu quero prendê-los”, declarou, ao comentar sobre pessoas investigadas por crimes no Brasil que estariam nos Estados Unidos.O presidente afirmou ainda que espera restabelecer um diálogo direto e estável entre os dois países. “Eu espero que depois dessa reunião a gente possa garantir que volte a ter uma relação altamente civilizada, altamente respeitosa”, disse. Lula acrescentou que não deseja uma nova guerra fria e defendeu que todos os temas possam ser colocados na mesa de negociação, sem vetos.Ao comentar decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas de comércio exterior, Lula afirmou que não cabe a ele julgá-la. Segundo o presidente, o foco da conversa será fortalecer a relação bilateral, que já dura mais de dois séculos, e ampliar a cooperação entre as duas nações.