Ministros do STF se afastam de contestação eleitoral de Flávio Bolsonaro Redação 30 de outubro de 2026 Destaque, Notícias, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Nunes Marques demonstraram distanciamento da contestação eleitoral apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa provocou desconforto entre integrantes da Corte, inclusive magistrados indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques divulgou uma nota nesta quarta-feira (28) reafirmando a legitimidade do resultado das urnas e defendendo o respeito à vontade popular. Sem mencionar diretamente o senador, o ministro destacou que a Justiça Eleitoral cumpriu seu papel na condução do processo eleitoral.Na manifestação, Nunes Marques reconheceu a ocorrência de instabilidades na reta final da votação, mas afirmou que as providências adotadas e o trabalho das equipes técnicas permitiram concluir a apuração com segurança. Também ressaltou que eventuais questionamentos devem ser apresentados pelos meios institucionais, respeitando o devido processo legal.A posição ganha destaque porque tanto Nunes Marques quanto André Mendonça chegaram ao STF por indicação de Jair Bolsonaro. O primeiro foi nomeado em 2020, enquanto Mendonça assumiu a cadeira em 2021, após ocupar os cargos de ministro da Justiça e advogado-geral da União.Nos bastidores, integrantes do Supremo avaliaram negativamente a iniciativa de Flávio de se declarar vencedor da eleição, apesar da derrota nas urnas. A principal crítica é que o senador colocou em dúvida a legitimidade do processo eleitoral sem apresentar provas de irregularidades.Na primeira versão da carta divulgada após o segundo turno, Flávio se autodeclarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, modificou o documento e passou a utilizar a expressão “líder do Brasil”, mas manteve os questionamentos sobre o resultado eleitoral.Após a derrota por mais de quatro milhões de votos para Lula, o senador viajou aos Estados Unidos. A viagem ocorreu em meio a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes para que Flávio entregasse seus passaportes.