A Operação Mulher Segura 2026 registrou 647 prisões na Bahia entre junho e outubro, como resultado das ações de enfrentamento à violência contra a mulher. A força-tarefa reúne diferentes órgãos de segurança pública e instituições estaduais, incluindo as Polícias Militar, Civil e Técnica, o Corpo de Bombeiros e as secretarias estaduais das Mulheres e da Saúde.

Durante o período, foram realizadas 5.284 diligências, com atendimento a 12.669 mulheres vítimas de violência. As atividades educativas e de conscientização também alcançaram 29.178 pessoas em todo o estado.

A operação tem como foco a prevenção e a repressão de crimes como ameaça, lesão corporal, estupro, perseguição, descumprimento de medidas protetivas de urgência, além de casos de feminicídio consumado e tentado.

Balanço de outubro

Somente em outubro, foram contabilizadas 87 prisões, sendo 78 em flagrante e nove por cumprimento de mandados judiciais. No mesmo período, as equipes realizaram 716 diligências e atenderam 1.196 mulheres.

Entre as ocorrências que resultaram em prisões estão crimes de ameaça, estupro, lesão corporal, crimes contra a honra, feminicídio consumado e tentado, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Dia D de combate à violência de gênero

Na quinta-feira (29), a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) ativou o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) para acompanhar as ações do Dia D da Operação Mulher Segura 2026. A estrutura teve funcionamento previsto até as 18h.

O centro reuniu representantes das Polícias Militar, Civil e Técnica, do Corpo de Bombeiros, da Secretaria das Mulheres (SPM) e da Secretaria da Saúde (Sesab), além de superintendências e setores estratégicos ligados à inteligência, telecomunicações, gestão tecnológica, integração policial e prevenção à violência.

A iniciativa reforça a atuação integrada das instituições no combate à violência de gênero, com ações de prevenção, acolhimento às vítimas e responsabilização dos agressores.