Anac avalia medidas após caso de racismo e xenofobia em voo internacional envolvendo passageiro chileno Redação 18 de maio de 2026 Destaque, Notícias, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou neste domingo (17) que poderá adotar medidas contra o passageiro preso sob suspeita de racismo e xenofobia ocorrido durante um voo internacional. O homem foi detido na última sexta-feira (15) ao desembarcar no aeroporto de Guarulhos (SP), após viagem vinda de Frankfurt, na Alemanha.Segundo as informações, o executivo chileno foi filmado proferindo ofensas racistas e homofóbicas contra um comissário de bordo durante um voo da Latam no dia 10, enquanto seguia para a Alemanha. Ele acabou sendo preso no retorno ao Brasil.Nos registros, o passageiro chama o funcionário de “preto” e “macaco”, além de imitar o animal. Ele também faz declarações ofensivas de cunho homofóbico. O homem foi preso sob suspeita de crime de racismo, que inclui injúria racial, e pode enfrentar pena de 2 a 5 anos de prisão, sem direito a fiança.Em nota, a Anac informou que acompanha o caso e que poderá adotar medidas no âmbito de suas competências regulatórias em conjunto com a companhia aérea e demais autoridades. A agência destacou ainda que a conduta do passageiro será analisada conforme as normas da aviação civil.A Anac também ressaltou que pode auxiliar companhias aéreas a negar a emissão de bilhetes a passageiros que representem risco à segurança operacional. Segundo o órgão, comportamentos de indisciplina podem comprometer a segurança de voos e passageiros.A agência citou ainda a Resolução nº 800, publicada em março, que endurece regras contra passageiros indisciplinados e entra em vigor em setembro. A norma prevê a possibilidade de multa e inclusão em lista de restrição de embarque em casos considerados gravíssimos.O passageiro permanece preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, após decisão da audiência de custódia que manteve sua prisão preventiva.A empresa na qual ele trabalhava anunciou o afastamento preventivo do executivo. Já a Latam informou que repudia qualquer forma de discriminação e que presta apoio ao funcionário vítima do caso, incluindo suporte psicológico e jurídico.