Dias após a repercussão da decisão judicial envolvendo a tradicional “Varanda do Michael Jackson”, no Pelourinho, em Salvador, o diretor norte-americano Spike Lee, responsável pela direção do clipe They Don’t Care About Us, fez uma publicação que chamou a atenção dos fãs nas redes sociais.

Sem citar diretamente o caso do comerciante Carlos Alberto dos Santos, que enfrenta uma ação de reintegração de posse do imóvel, Spike Lee compartilhou uma foto ao lado de uma estátua de Michael Jackson e escreveu na legenda: “They Still Don’t Care About Us” (“Eles ainda não se importam conosco”), em referência ao clássico gravado pelo artista.

A publicação rapidamente recebeu comentários de brasileiros, que aproveitaram para informar o diretor sobre a situação da varanda que se tornou um dos pontos turísticos mais conhecidos do Pelourinho.

Eles continuam não se importando. O homem que preservou a casa onde você e Michael Jackson gravaram They Don’t Care About Us, em Salvador, enfrenta agora um despejo injusto”, escreveu um internauta.

Outros seguidores também pediram que Spike Lee ajudasse a dar visibilidade ao caso e apoiasse a permanência do espaço, que recebe visitantes de diversas partes do mundo.

Na plataforma Change.org, circulam abaixo-assinados em defesa da manutenção da “Casa do Michael”. Um deles já ultrapassa 2 mil assinaturas, reunindo fãs e admiradores que pedem a preservação do local histórico.

Entenda o caso

A Justiça da Bahia determinou a reintegração de posse do imóvel onde funciona a conhecida “Varanda do Michael Jackson”, cenário das gravações do clipe They Don’t Care About Us, lançado em 1996.

A ação foi movida pela empresa proprietária do imóvel, My Falcam Brasil, que alegou descumprimento da notificação para desocupação por parte do comerciante Carlos Alberto dos Santos, responsável pelo espaço há cerca de 14 anos.

Segundo a empresa, o casarão apresenta problemas estruturais e foi autuado pelo Corpo de Bombeiros em 2025. Ainda de acordo com a proprietária, mesmo com a interdição do pavimento superior, turistas continuavam tendo acesso ao local.

Já a defesa de Carlos Alberto afirma que ele preservou o imóvel ao longo dos anos, evitando sua deterioração, e que depende da loja de lembranças instalada no espaço para seu sustento e tratamento de saúde.