A Venezuela completa uma semana desde os fortes terremotos que atingiram o país em 24 de junho. Até a tarde desta quarta-feira (1º), o balanço oficial aponta 2.295 mortos, 11.267 feridos, milhares de desaparecidos e um número expressivo de edificações danificadas, variando entre as centenas registradas pelas autoridades e estimativas muito mais elevadas feitas por órgãos de monitoramento.

Diante da dimensão da tragédia, cresce o debate sobre os fatores que contribuíram para o alto impacto dos tremores, incluindo a eficácia das normas de construção antissísmica adotadas no país.

Atualmente, a Venezuela segue a norma técnica Covenin 1756-1:2019, que estabelece os requisitos para análise, projeto e construção de edificações em áreas sujeitas à atividade sísmica. O regulamento substituiu a versão de 2001 e faz parte de um processo contínuo de atualização das normas de engenharia, desenvolvido desde meados do século XX com o objetivo de reduzir os danos causados por terremotos.

Especialistas destacam que, embora normas técnicas sejam fundamentais para aumentar a segurança das edificações, fatores como a qualidade da construção, a fiscalização e a intensidade do terremoto também influenciam diretamente a dimensão dos prejuízos e das perdas humanas.