Polícia pede prisão preventiva de piloto suspeito de exploração sexual infantil em SP Redação 4 de abril de 2026 Destaque, Notícias, Polícia, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS A Polícia Civil solicitou ao Ministério Público de São Paulo a prisão preventiva do piloto Sergio Antonio Lopes, de 60 anos, suspeito de comandar uma rede de exploração sexual infantil e estupro de vulnerável.O pedido foi feito após a conclusão do inquérito conduzido pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a investigação, o piloto e outras cinco mulheres teriam cometido ao menos 11 crimes, envolvendo 11 vítimas, sendo dez menores de idade.Com a individualização dos casos, os suspeitos podem responder por mais de cem delitos.A defesa do piloto informou que irá respeitar o segredo de Justiça e afirmou confiar na atuação do Judiciário. Também declarou que o investigado passou por uma cirurgia e tratamento que teriam causado alterações químicas e comportamentais.Sergio Antonio Lopes está preso temporariamente desde o dia 9 de fevereiro, quando foi detido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, enquanto se preparava para um voo com destino ao Rio de Janeiro. Após a repercussão do caso, ele foi desligado da companhia aérea em que trabalhava.Diferente da prisão temporária, que possui prazo limitado, a prisão preventiva não tem duração determinada.Entre os crimes investigados estão estupro de vulnerável, produção e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil, aliciamento de menores, perseguição, coação no curso do processo, favorecimento à prostituição de crianças e adolescentes, falsa identidade e organização criminosa.As investigações fazem parte da operação “Apertem os Cintos”, iniciada em outubro de 2025. A primeira fase ocorreu em fevereiro deste ano, e a segunda foi realizada em março, incluindo ações no Espírito Santo.Durante a operação, uma das suspeitas foi presa na zona sul da capital paulista. Ela é investigada por aliciar mulheres para integrar o esquema e por fornecer material envolvendo crianças da própria família.A Secretaria de Segurança Pública informou que não divulgará mais detalhes devido ao sigilo das investigações.