O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (31), durante reunião no Palácio do Planalto, a saída de 14 ministros do governo federal. A decisão ocorre em razão do prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral, que determina o afastamento de ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições.

Segundo Lula, parte das mudanças ministeriais já começou a ser oficializada, enquanto outras deverão ser definidas até o final da semana. O presidente destacou que alguns ministros ainda avaliam se permanecerão nos cargos ou se deixarão o governo para concorrer nas eleições.

Entre os nomes já confirmados está o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que deve deixar o posto após acompanhar Lula na inauguração de uma nova linha do metrô de Salvador, marcada para a próxima quinta-feira (2).

Durante a reunião, Lula afirmou que os ministros que deixam o governo terão “missões mais importantes nos próximos meses”, em referência à participação nas eleições de 2026.

O presidente também explicou que a maior parte das substituições será feita por nomes que já atuam nas respectivas pastas, principalmente secretários-executivos, para garantir a continuidade dos trabalhos.

“Não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. A máquina está em andamento e tem que continuar andando”, declarou.

Na mesma fala, Lula confirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin será novamente seu companheiro de chapa na disputa pela reeleição presidencial.

“O companheiro Alckmin vai deixar o MDIC porque será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou.

Lula ainda fez um apelo por mais seriedade na política brasileira, criticando a perda de credibilidade do meio político e defendendo maior compromisso dos futuros parlamentares com a ética pública.

Entre os ministros que deixam seus cargos estão Renan Filho, Rui Costa, Gleisi Hoffmann, Simone Tebet, Marina Silva, André Fufuca, Carlos Fávaro, Waldez Góes, Sílvio Costa Filho, Paulo Teixeira, Anielle Franco, Sônia Guajajara, Macaé Evaristo, além de outros nomes que devem participar ativamente do processo eleitoral.

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