Trump cobra Putin por fim da guerra após encontro com Zelenski em Davos Redação 22 de janeiro de 2026 Destaque, Guerra, Notícias, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS Após afirmar que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, era um dos principais entraves para um acordo de paz, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou o tom e direcionou a pressão ao líder russo, Vladimir Putin, após se encontrar com o ucraniano nesta quinta-feira (22), em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial.“O encontro foi muito bom. A mensagem para Putin é: a guerra tem de acabar”, afirmou Trump brevemente a jornalistas. Zelenski viajou ao país exclusivamente para a reunião.Ainda nesta quinta, o enviado especial de Trump para a guerra, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, seguem para Moscou, onde devem se encontrar com Putin. Antes disso, participaram de reuniões com uma delegação ucraniana e com o negociador russo Kirill Dmitriev.O conflito, considerado o mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, teve início com a invasão russa à Ucrânia e completará quatro anos no próximo mês. O momento atual é marcado por intensos ataques russos durante um dos invernos mais rigorosos dos últimos tempos, deixando milhares de pessoas sem aquecimento e energia.Mais cedo, Trump afirmou que “logo acabaremos com outra guerra”, ao comentar sobre a criação de um Conselho da Paz voltado para o futuro da Faixa de Gaza, no Oriente Médio. Apesar disso, também sinalizou o fortalecimento de ações militares contra o Irã e descartou, em Davos, qualquer plano de invasão à Groenlândia, embora negociações sobre o controle da ilha estejam em andamento.Durante as discussões no fórum, esteve em pauta a versão de um possível acordo de paz a ser levada ao Kremlin. A proposta, elaborada por Witkoff e Dmitriev, contempla pontos centrais exigidos por Moscou, como a anexação de territórios ocupados em 2022 e a neutralidade da Ucrânia, incluindo a proibição de entrada na Otan e a limitação de suas forças armadas.Com apoio europeu, Zelenski apresentou uma contraproposta mais aceitável para Kiev, mas ela foi rejeitada pela Rússia. O impasse permanece, principalmente pela resistência ucraniana em aceitar perdas territoriais sem consulta popular. Outro ponto de discordância é a criação de uma força de paz europeia com apoio dos EUA, ideia já rejeitada por Moscou, que afirmou que tais tropas seriam alvos legítimos.Em encontro anterior, realizado em dezembro, Putin manteve postura inflexível em relação às suas exigências para encerrar o conflito, respaldado pelo avanço militar russo no campo de batalha.