Dois homens morreram, entre eles um agente federal, na 4ª noite consecutiva de protestos nos Estados Unidos contra a morte de George Floyd, um jovem negro de 19 anos, asfixiado por um policial. Segundo informções da rede de TV americana CNN, ao menos 30 cidades tiveram manifestações e um grupo mobilizou um ato em frente à Casa Branca.

Uma das pessoas mortas foi outro jovem de 19 anos, que foi atingido após um homem passar atirando em um carro contra uma multidão que protestava no centro de Detroit, Michigan. Já o agente federal foi morto após ser baleado em Oakland, próximo à cidade de San Francisco, na California.

Em Nova York e em Lincoln (Nebraska) foram registradas prisões e, em Portland, Oregon. No Texas, quase 200 pessoas foram detidas acusadas de obstruirem vias públicas. Em Portland, a prefeitura decretou estado de emergência e um toque de recolher que vai vai durar até às 10h deste domingo (31).

No Twitter, o prefeito Ted Wheeler relatou prédio incendiados, saques e ameaças à imprensa. “Tudo no meio de uma pandemia em que as pessoas já perderam tudo. Isso não é pedir mudança significativa nas nossas comunidades, isso é nojento”, escreveu.

Já o prefeito de Dallas, Eric Johnson, disse apoiar os “clamores por justiça” e reforçou que a maior parte dos que estavam nos atos agiam de forma pacífica, mas que existe algumas pessoas que tem “outros objetivos” como destruir o patrimônio privado e roubar.

Em Minessota, onde ocorreu a morte de George Floyd, cerca de 50 pessoas foram presas e a polícia precisou chamar reforços para conter os protestos.

Floyd morreu no dia 25 de maio, após ser asfixiado por 8 minutos e 46 segundos pelo policial branco Derek Chauvin em Minneapolis, Minessota. Por mais de 2 minutos, o policial se manteve sobre o jovem que já estava inconsciente. A autópsia, contudo, não encontrou indícios que apoiem o óbito por “asfixia traumática e estrangulamento”.

Mas a ação do policial somada às condições de saúdes pré-existentes e a possibilidade de substâncias tóxicas no seu corpo podem ter contribuído para a sua morte, diz o laudo.

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