A Procuradoria-Geral da República (PGR) posicionou-se a favor do pedido de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, para deixar temporariamente o estabelecimento prisional a fim de realizar exames médicos. A decisão final caberá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master.  

Solicitação de exames e parecer da Procuradoria

 Sintomas comunicados: A defesa relatou que Henrique apresentou sintomas de uma crise de diverticulite e chegou a ser atendido numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) próxima do presídio.  

 Consultas e exames: O pedido visa permitir a consulta com o seu coloproctologista habitual e a realização de exames complementares solicitados pelo médico da UPA.  

 Avaliação da PGR: Embora a avaliação do presídio tenha indicado ausência de urgência — assinalando inclusive que a prescrição de antibióticos ocorreu por “obstinação do paciente” —, a PGR declarou não ver impedimentos para a realização dos exames e da consulta particular. A saída deverá respeitar as regras e a viabilização do próprio estabelecimento prisional.  

Manutenção da prisão de operador técnico

Na mesma manifestação, a PGR opôs-se à revogação da prisão preventiva de Rodrigo Pimenta Franco Avelar. Apontado como operador técnico da chamada “Turma” de Vorcaro — grupo investigado pela Polícia Federal por atacar, ameaçar e intimidar adversários —, Rodrigo permanecerá detido.  

A Procuradoria sustentou que as investigações continuam em andamento e apontou o risco de reiteração delitiva e fuga devido à proximidade com outros membros da organização.