A corrida presidencial entra na sua reta final com um cenário de acirramento direto entre os dois principais polos da política nacional. Divulgada nesta semana, a mais recente pesquisa do instituto Quaest mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para o primeiro turno, sustentando uma vantagem de cinco pontos percentuais sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, nas simulações de segundo turno, o cenário se inverte numericamente, configurando um empate técnico na margem de erro.

No cenário estimulado para o 1º turno — quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados —, Lula aparece com 36% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 31%. A terceira via aparece pulverizada: o escritor Augusto Cury (Avante) registra 7%, enquanto o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o coordenador do MBL, Renan Santos (Missão), contabilizam 4% cada. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), marca 1%. Votos brancos, nulos ou de eleitores que afirmam que não irão votar somam 7%, enquanto os indecisos representam 10%.

Espontânea mantém fatia expressiva de indecisos

Na pesquisa espontânea, na qual o entrevistador não cita os nomes dos concorrentes, o engajamento dos eleitores dos dois líderes fica evidente, embora a fatia de indecisos ainda seja alta a menos de 14 dias da votação:

 Lula: 28%

 Flávio Bolsonaro: 23%

 Augusto Cury: 3%

 Outros nomes: 3%

 Indecisos: 41%

 Brancos e Nulos: 2%

O elevado contingente de eleitores que ainda não definiram o voto na consulta espontânea (41%) sinaliza que a disputa pelas últimas conversões até o dia da eleição tende a ser decisiva para determinar a consolidação ou virada nas urnas.

Segundo turno registra empate no limite da margem de erro

Quando testado um eventual confronto direto entre os dois candidatos no 2º turno, os números desenham um quadro de estabilidade no topo e divisão no eleitorado. Flávio Bolsonaro aparece com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os candidatos encontram-se tecnicamente empatados. Brancos, nulos e os que declaram que não votariam em nenhum somam 13%, com 5% de indecisos.

Outro ponto central revelado pelo levantamento é o alto teto de rejeição enfrentado pelos dois líderes da disputa. De acordo com a Quaest, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro registram exatos 55% de rejeição — fatia de entrevistados que afirma que não votaria neles de forma alguma.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presencialmente em seus domicílios entre os dias 10 e 13 de setembro de 2026. O levantamento conta com nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03607/2026.