O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Otan pode enfrentar um futuro “muito ruim” caso aliados não ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz, em meio às tensões envolvendo o Irã.

Em entrevista ao Financial Times, Trump disse esperar uma resposta dos parceiros internacionais para garantir a retomada da circulação no estreito, considerado estratégico para o transporte global de petróleo. Ele comparou a cobrança ao apoio dado pelos Estados Unidos à Ucrânia na guerra contra a Rússia, defendendo que a Europa também colabore.

Segundo Trump, o bloqueio do Estreito de Ormuz provocou alta nos preços globais de energia, impactando diretamente o mercado internacional. Ele afirmou que uma eventual negativa dos aliados pode afetar o futuro da aliança militar.

O ex-presidente também criticou, sem citar nomes, lideranças que não demonstraram disposição em contribuir com a reabertura do estreito. Segundo ele, países que já foram beneficiados pela proteção dos Estados Unidos não estariam demonstrando o mesmo nível de comprometimento.

Trump ainda declarou estar decepcionado com a falta de apoio e destacou que o nível de engajamento dos aliados é um fator importante para ele. Enquanto isso, a União Europeia indicou que não pretende expandir sua atuação para o Estreito de Ormuz neste momento, apesar de manter esforços voltados ao Oriente Médio.

O ex-presidente também pressionou a China a colaborar, ressaltando que o país depende significativamente do petróleo que passa pela região. Ele afirmou que alguns países já sinalizaram apoio à iniciativa, enquanto outros ainda avaliam a situação.

Por outro lado, o Irã afirmou que a restrição no estreito se aplica apenas a países considerados inimigos, como Estados Unidos e Israel, além de seus aliados. Segundo autoridades iranianas, outras nações continuam livres para trafegar pela região, embora muitas evitem a área por questões de segurança.

Trump também afirmou que os Estados Unidos teriam enfraquecido significativamente as capacidades militares do Irã, alegando que milhares de alvos foram atingidos. Por fim, ele defendeu que países que dependem do petróleo global se envolvam rapidamente na crise.