Polícia Civil utiliza camarote interditado de rifeiro como base estratégica durante o Carnaval Redação 15 de fevereiro de 2026 Destaque, Notícias, Polícia, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS A Polícia Civil da Bahia passou a utilizar como ponto de observação estratégica, durante o Carnaval, um camarote pertencente a um rifeiro investigado por lavagem de dinheiro. O espaço, localizado no circuito da Barra, foi interditado no âmbito da Operação Falsas Promessas 3 e teve uso autorizado por decisão judicial neste sábado (14).A investigação é conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) e apura a prática de rifas clandestinas. Na quarta-feira (11), o proprietário do camarote foi preso em flagrante por posse de arma de fogo e munições de uso restrito e permitido.Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um dos imóveis do investigado, equipes do Draco, com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Serviço Aeropolicial (Saer), apreenderam quase R$ 130 mil em espécie e dez veículos, entre eles uma Lamborghini avaliada em R$ 2,5 milhões, duas SW4 blindadas equipadas com estrobos e sirenes, além de duas bicicletas elétricas.Também foram encontrados uma pistola 9 mm, cerca de mil munições dos calibres 5.56 e 9 mm, cinco carregadores de fuzil, uma scooter subaquática, cinco caixas de som tipo boombox, 15 caixas de uísque 21 anos, quatro caixas de iPhones 17 e cinco caixas de videogames PlayStation, todas lacradas. Um avião avaliado em mais de R$ 10 milhões foi apreendido em um hangar durante a operação.A prisão em flagrante do investigado foi convertida em preventiva, e ele permanece à disposição da Justiça. O advogado do suspeito também foi alvo de busca e apreensão após tentar acessar remotamente o celular apreendido durante a operação. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de obstrução de investigação e teve a prisão convertida em preventiva.Além das ações na capital baiana, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra outros 13 investigados nas cidades de Feira de Santana, São Bernardo do Campo (SP), São Paulo, Salvador e Camaçari. Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 125 milhões em ativos financeiros vinculados ao grupo investigado.As investigações seguem em andamento para aprofundar a apuração dos crimes e identificar todos os envolvidos.