O goleiro Weverton concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (28), na Granja Comary, em Teresópolis, e falou sobre a convocação para disputar sua segunda Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.

A presença do jogador de 38 anos na lista do técnico Carlo Ancelotti surpreendeu parte da torcida, já que outros nomes também eram cotados para a terceira vaga de goleiro. Durante a coletiva, Weverton afirmou que recebeu a convocação como resultado de um momento de transformação pessoal e profissional.

“A minha comemoração disse tudo. Foi um misto de emoção, alívio e felicidade. Tomei a decisão de buscar novos desafios e fui premiado com mais uma Copa do Mundo pela coragem que tive”, declarou.

O goleiro também comentou sobre a disputa saudável entre os atletas convocados para a posição e destacou a união do grupo na busca pelos objetivos da Seleção Brasileira.

“Quem for escolhido vai fazer o seu melhor, e quem não estiver em campo também vai apoiar. Somos uma só Seleção e todos trabalham para representar bem o país”, afirmou.

Weverton ainda falou sobre as críticas recebidas após a convocação e avaliou que a pressão faz parte da rotina de quem veste a camisa da Seleção Brasileira, principalmente em uma posição historicamente marcada por grandes nomes.

“Hoje existe uma realidade muito forte das redes sociais, e precisamos aprender a lidar com isso. A cobrança é normal, ainda mais na Seleção, que sempre teve grandes goleiros”, disse.

O jogador relembrou a participação na Copa do Mundo de 2022, quando entrou em campo nos minutos finais da vitória sobre a Coreia do Sul, pelas oitavas de final. Na ocasião, o então técnico Tite promoveu a entrada do goleiro para que todos os convocados atuassem naquela edição do torneio.

“Foi um momento muito especial para mim. Algo que ficará marcado para sempre na minha vida”, contou.

Sobre o ambiente atual da Seleção, Weverton destacou o clima leve e alegre entre os jogadores, sem deixar de lado a responsabilidade de representar o Brasil em uma Copa do Mundo.

“Nós sabemos o tamanho da responsabilidade que é vestir essa camisa, mas também é um momento de muita felicidade para todos que estão aqui”, afirmou.

Natural do Acre, o goleiro também falou sobre a importância da fé em sua trajetória profissional. Segundo ele, a principal herança recebida da mãe foi o ensinamento religioso e a confiança em Deus durante toda a carreira.

“Ela me apresentou Jesus e isso transformou a minha vida. Sair do Acre e disputar uma segunda Copa do Mundo é algo que não consigo explicar apenas pelo esforço ou talento. Deus direcionou meus caminhos”, declarou.

A Seleção Brasileira segue em preparação na Granja Comary para o amistoso contra o Panamá, marcado para domingo (31), às 18h30, no Maracanã. Após a partida, a delegação embarca para os Estados Unidos, onde fará os últimos ajustes antes da estreia na Copa do Mundo.