O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi é alvo de uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sob acusação de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos. O caso teria ocorrido em janeiro, durante um período de férias em Balneário Camboriú (SC).

Segundo a denúncia, a jovem é filha de um casal de advogados que mantinha amizade com o magistrado. A família estava hospedada na casa de praia do ministro. O relato aponta que, ao entrar no mar, a jovem teria sido abordada por Buzzi, que já estaria na água, e que ele teria tentado agarrá-la. A jovem conseguiu se desvencilhar e contou o ocorrido aos pais. A família deixou o local e registrou boletim de ocorrência.

A representação foi formalizada na Corregedoria Nacional de Justiça e tramita sob sigilo. O CNJ confirmou, em nota, que o caso está na corregedoria, conforme determina a legislação brasileira.

“Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”, informou o órgão.

A informação sobre a denúncia foi divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles.

Em nota, o ministro Marco Buzzi afirmou que foi “surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos”. Ele também declarou que repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

O STJ foi procurado, mas não havia se manifestado até a última atualização desta matéria.

O advogado da jovem e de sua família, Daniel Bialski, declarou que a prioridade neste momento é preservar a vítima.

“Como advogado da vítima e de sua família, informamos que neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”, afirmou.

De acordo com o advogado, há um depoimento marcado para quinta-feira (5) na delegacia em São Paulo onde o boletim de ocorrência foi registrado.

Marco Buzzi integra o STJ desde 2011, após indicação da então presidente Dilma Rousseff, e atualmente compõe a Quarta Turma, especializada em julgamentos de direito privado.

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