Julgamento de PMs acusados de matar delator do PCC tem bate-boca entre defesa e acusação Redação 22 de junho de 2026 Destaque, Julgamento, Notícias, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS O primeiro dia do julgamento dos policiais militares acusados de participação no assassinato do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi marcado por momentos de tensão e discussões entre advogados de defesa e o representante da acusação.Durante a audiência, uma declaração do promotor gerou protestos da defesa e elevou o tom dos debates no plenário. Um dos advogados chegou a ameaçar deixar o julgamento após a troca de acusações entre as partes.Outro momento de conflito ocorreu durante o depoimento de um perito, quando advogados questionaram sua imparcialidade e alegaram tratamento desigual entre acusação e defesa.No banco dos réus estão os policiais militares Dênis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva. Eles são apontados pela investigação como participantes do atentado ocorrido em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de São Paulo, que resultou na morte de Gritzbach, além da morte de um motorista de aplicativo e de dois feridos.Os acusados negam envolvimento no crime. As defesas sustentam que as provas apresentadas são inconsistentes e contestam laudos periciais, exames genéticos e dados de telefonia utilizados para vinculá-los ao caso.A investigação aponta que o assassinato teria sido motivado por vingança e disputas financeiras ligadas ao crime organizado. Segundo as autoridades, Gritzbach era acusado por integrantes da facção PCC de envolvimento em conflitos internos e no desaparecimento de valores milionários pertencentes ao grupo criminoso.Outros suspeitos apontados como mandantes e participantes da ação continuam foragidos e ainda não serão julgados. O processo segue em andamento e o júri popular deve analisar as provas e depoimentos apresentados ao longo dos próximos dias.