Dólar abre em queda após dados de inflação dos EUA; Bolsa acompanha cenário econômico Redação 12 de agosto de 2026 Destaque, Notícias, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (12), após avançar 1,02% na sessão anterior e fechar a R$ 5,164, maior valor desde 3 de julho. Às 10h02, a moeda norte-americana recuava 0,24%, cotada a R$ 5,150.O movimento ocorre após a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos e em meio à temporada de balanços. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,1% em julho, após queda de 0,4% em junho. Em 12 meses, a inflação acumulou alta de 3,4%.Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries, recuaram, assim como o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas. Às 10h04, o DXY caía 0,16%.No Brasil, o mercado também repercute os dados do setor de serviços e os resultados corporativos. Entre os balanços acompanhados pelos investidores estão os do Banco do Brasil, Suzano e Hapvida.O volume de serviços no país ficou estável em junho na comparação com maio e avançou 2% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados do IBGE. Quatro das cinco atividades pesquisadas registraram queda no mês, enquanto o setor de informação e comunicação apresentou alta de 1,8%, impulsionado principalmente pelos serviços de tecnologia da informação.Na sessão anterior, a Bolsa brasileira recuou 2,50%, aos 167.874 pontos, atingindo o menor nível desde 20 de janeiro de 2026.O mercado também segue atento às decisões de política monetária. A ata do Copom reforçou a avaliação de que a inflação permanece pressionada e que os juros precisam continuar em nível elevado para contribuir com a desaceleração da atividade econômica.O cenário externo também influencia os mercados, diante das incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio. No início desta quarta-feira, o petróleo Brent era negociado a US$ 88,72 por barril, com queda de 0,21%.Os investidores acompanham ao longo do dia novos indicadores econômicos, o desempenho das empresas e os desdobramentos do cenário internacional, que podem influenciar a cotação do dólar e o comportamento da Bolsa.