O jornalista italiano Daniele Compatangelo, de 50 anos, morreu após passar mal. A informação foi confirmada por familiares, mas a causa e a data exata da morte não foram divulgadas.

Com mais de 25 anos de carreira, Compatangelo ganhou destaque recentemente ao publicar uma entrevista com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na ocasião, Trump afirmou que a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, teria insistido para tirar uma foto com ele durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França.

Após a divulgação das declarações, Meloni criticou publicamente o presidente norte-americano. O episódio aumentou as tensões entre os dois líderes, que já vinham divergindo sobre temas como tarifas comerciais, a guerra no Irã e críticas feitas por Washington ao papa Leão XIV.

Compatangelo era presidente da Associação de Correspondentes Estrangeiros da Casa Branca e um dos fundadores da entidade. Ao longo da carreira, entrevistou importantes líderes políticos internacionais, produziu reportagens investigativas e cobriu oito edições dos Jogos Olímpicos.

Especialista em assuntos relacionados à Europa e ao Oriente Médio, o jornalista atuava como correspondente da Casa Branca para a emissora italiana TV La7, além de colaborar com outros veículos de comunicação.

Natural de Savona e criado em Turim, Compatangelo também viveu em Roma antes de se mudar para os Estados Unidos. Em nota, o diretor da TV La7, Andrea Salerno, lamentou a morte do jornalista e destacou seu compromisso com o rigor, a dedicação e a qualidade do trabalho desenvolvido ao longo da carreira.