Henrique Constantino, empresário e um dos donos da companhia Gol, assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, onde admitiu pagamentos de propina em troca da liberação de financiamentos da Caixa Econômica Federal para suas empresas. A delação foi assinada em 25 de fevereiro deste ano com a força-tarefa Greenfield e é mantida sob sigilo.

Segundo publicação de “O Globo”, a delação foi homologada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, e traz acusações contra políticos do MDB, como o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o deputado cassado Eduardo Cunha.

Além dos três políticos citados, o acordo de delação premiada também implica personagens de relevo na política nacional. Entre eles: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); o presidente nacional do MDB, ex-senador Romero Jucá (RR); o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI); e o ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT).

O empresário relatou relacionamento com esses políticos do MDB e contou ter participado de uma reunião com o então vice-presidente da República Michel Temer, em 2012, na qual houve a solicitação de R$ 10 milhões em troca da atuação dos emedebistas em favor dos financiamentos pleiteados pelo seu grupo empresarial na Caixa.

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