Nesta sexta-feira (28), o Partido dos Trabalhadores (PT) comunicou por meio de nota, que não irá participar da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro. Evento acontecerá no próximo dia 1º de janeiro. No documento, o partido justifica que faltou lisura no processo eleitoral, critica a proibição da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e diz que houve manipulação criminosa das redes sociais para difusão de notícias falsas contra seu candidato.

“Não compactuamos com discursos e ações que estimulam o ódio, a intolerância e a discriminação. E não aceitamos que tais práticas sejam naturalizadas como instrumento da disputa política. Por tudo isso, as bancadas do PT não estarão presentes à cerimônia de posse do novo presidente no Congresso Nacional”, diz a nota.

No texto, o PT destaca que o resultado das urnas deve ser respeitado e que sempre reconheceu a legitimidade das instituições democráticas. No entanto, diz que protesta contra ameaças do futuro goveno a ordem democrática e ao Estado de Direito no país.

“O resultado das urnas é fato consumado, mas não representa aval a um governo autoritário, antipopular e antipatriótico, marcado por abertas posições racistas e misóginas, declaradamente vinculado a um programa de retrocessos civilizatórios”, pontua o texto.

O PT comandou o país durante 13 anos. Foram dois mandatos do ex-presidente Lula e um e meio da presidente Dilma Rousseff, afastada por impeachent em 2016. Lula foi condenado à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro na ação sobre o tríplex do Guarujá e está preso em Curitiba.

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