Um acordo costurado entre as cúpulas do PP e do DEM fez das duas legendas o fiel da balança em alguns dos principais palanques do país. De acordo com a coluna Painel, da Folha, as siglas pretendem atuar como um bloco, tanto nas alianças da disputa presidencial como na dos maiores colégios eleitorais. Em SP, oscilam entre o apoio a João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB). Nacionalmente, se Rodrigo Maia (DEM-RJ) levar adiante o plano de integrar uma chapa ao Planalto, o PP reivindicará o comando da Câmara.

Ainda em março, dirigentes do PP e do DEM avisaram a Doria e França que só definiriam quem vai receber o apoio das duas siglas entre maio e julho. O candidato tucano se apressou e ofereceu sua vice ao PSD. Com isso, garantiu um aliado de porte, mas fechou vaga cobiçada em sua chapa ao governo paulista.

Ainda conforme a Painel, França, por sua vez, está com a vice aberta. O pessebista, que assumiu o governo de SP e vai tentar a reeleição, acena com a vaga para nome indicado por DEM e PP. Ele já tem o apoio de 13 siglas. Se atrair democratas e progressistas, terá hegemonia na propaganda eleitoral.

Como ainda é um desconhecido para grande parte do eleitorado, o novo governador resolveu fazer troça após as rusgas com Doria. Diz que o tucano ajuda ao atacá-lo. “Todo mundo quer saber quem é o tal do Márcio França de quem ele não gosta.”

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