Robinho muda defesa e prepara recursos no STJ e STF Redação 30 de abril de 2026 Destaque, Notícias, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS O ex-jogador Robinho, que cumpre pena no Brasil por estupro cometido na Itália em 2013, anunciou nesta quarta-feira (29) a contratação dos advogados Anderson Luna, Mário Vale e Bruno Cândido para atuar em recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).Luna e Vale são de São Paulo, enquanto Cândido atua em Minas Gerais. A mudança indica uma nova estratégia de defesa, que também conta com o escritório de José Eduardo Rangel de Alckmin, primo do vice-presidente Geraldo Alckmin.Robinho está preso no Brasil desde 2024, quando o STJ homologou a sentença italiana que o condenou a nove anos de prisão por participação em um estupro coletivo contra uma mulher albanesa, ocorrido em uma boate de Milão, em 2013. Segundo a Justiça italiana, a vítima foi embriagada, levada ao camarim do estabelecimento e abusada diversas vezes. O ex-atleta nega o crime.A decisão tornou-se definitiva na Itália em 2022. Como a Constituição brasileira não permite a extradição de cidadãos nascidos no país, a pena passou a ser cumprida em território nacional, em regime fechado.A nova defesa argumenta que há inconsistências na execução da pena no Brasil, destacando que, na legislação italiana, o crime não possui classificação equivalente à de crime hediondo — fator que influencia diretamente o regime de progressão penal no país.Segundo o advogado Anderson Luna, a aplicação de um regime mais severo no Brasil levanta questionamentos sobre possíveis excessos em relação aos limites da sentença estrangeira. Para a defesa, a pena deve ser cumprida de forma justa, proporcional e dentro dos parâmetros legais.O regime de cumprimento da pena deve ser o principal ponto contestado nos recursos apresentados aos tribunais superiores.Até o fim do ano passado, Robinho estava detido na penitenciária de Tremembé, conhecida por abrigar condenados em casos de grande repercussão. Em novembro, ele foi transferido para o Centro de Ressocialização de Limeira, no interior de São Paulo.Em agosto, o STF já havia rejeitado um recurso da defesa que questionava o cumprimento da pena no Brasil.