Desembargador restabelece condenação por estupro de vulnerável em Minas Gerais Redação 25 de fevereiro de 2026 Destaque, Notícias, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS O desembargador Magid Naued Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), acolheu recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e restabeleceu a condenação de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos, no município de Indianópolis, no Triângulo Mineiro.Em decisão monocrática, o magistrado manteve a sentença proferida em primeira instância e determinou a expedição imediata de mandado de prisão contra o réu. A mãe da vítima também teve a condenação mantida e a prisão decretada.Anteriormente, o colegiado da 9ª Câmara Criminal havia decidido, por maioria, pela absolvição dos dois acusados. À época, o relator entendeu que o relacionamento não teria ocorrido mediante violência, mas sim em razão de um suposto vínculo afetivo com consentimento dos responsáveis.A decisão gerou repercussão após a divulgação do acórdão apontar um trecho que indicaria o uso de inteligência artificial na elaboração do voto. O documento continha a frase “Agora melhore a exposição e fundamentação deste parágrafo”, seguida de texto jurídico e de uma versão resumida atribuída a ferramenta de IA.Diante da controvérsia, parlamentares apresentaram representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para apuração dos fatos relacionados ao julgamento.Os dois acusados haviam sido condenados, em novembro de 2025, a nove anos e quatro meses de prisão pela 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Araguari. Após recurso apresentado pela Defensoria Pública de Minas Gerais, a 9ª Câmara Criminal decidiu, em 11 de fevereiro, pela absolvição por maioria. O voto do relator foi acompanhado pelo desembargador Walner Barbosa Milward de Azevedo, enquanto a desembargadora Kárin Emmerich apresentou voto divergente.