Ataques realizados pelo Irã contra bases militares utilizadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio provocaram cerca de US$ 800 milhões (R$ 4,2 bilhões) em prejuízos nas duas primeiras semanas de conflito, segundo análise baseada em relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

O valor, superior ao que vinha sendo estimado anteriormente, evidencia o alto custo para Washington manter a guerra, que completou três semanas neste sábado (21). O conflito já deixou milhares de mortos e causou danos significativos a sistemas de defesa aérea, comunicações e infraestrutura militar.

Os EUA mantêm bases em países como Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Arábia Saudita. De acordo com o documento, a maior parte dos danos ocorreu durante ataques de retaliação de Teerã na semana seguinte ao início da ofensiva americana e israelense contra o país, em 28 de fevereiro.

Entre os prejuízos mais significativos está a destruição de um radar do sistema antimísseis Thaad, atingido em uma base aérea americana na Jordânia. O equipamento, utilizado para interceptar mísseis balísticos de longo alcance, está avaliado em cerca de US$ 485 milhões (R$ 2,4 bilhões).

Além disso, os ataques iranianos teriam causado aproximadamente US$ 310 milhões (R$ 1,6 bilhão) em danos a edifícios e outras estruturas militares. Imagens de satélite indicam que ao menos três bases foram atingidas mais de uma vez desde o início da guerra: Al-Salim, no Kuwait, Al-Udeid, no Qatar, e Prince Sultan, na Arábia Saudita.

Especialistas apontam que os ataques seguem uma estratégia direcionada a alvos específicos dos EUA. O relatório também levanta indícios de que a Rússia possa ter compartilhado informações de inteligência com Teerã sobre a presença militar americana na região.

Segundo o governo americano, ao menos 13 militares morreram no conflito até o momento.

Apesar dos custos elevados, Donald Trump busca aprovação de cerca de US$ 200 bilhões (aproximadamente R$ 1 trilhão) em financiamento adicional para sustentar a guerra, com justificativas que incluem reposição de munições e suprimentos militares.

Neste sábado (21), o Irã também tentou atacar a base de Diego Garcia, localizada no oceano Índico, mas não conseguiu atingir o alvo. Um dos projéteis foi interceptado por um destróier americano e o outro caiu no mar.

Diego Garcia, situada no arquipélago de Chagos, é uma base britânica utilizada há décadas pelos Estados Unidos. No mesmo dia, novos ataques foram registrados em diferentes pontos do Oriente Médio.

Em resposta, Israel bombardeou a central nuclear de Natanz, uma das principais instalações do programa iraniano. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, não houve registro de contaminação radioativa na área atingida.