O governo de Israel confirmou a morte de Abu Obeida, porta-voz das Brigadas al-Qassam, braço armado do grupo terrorista Hamas, durante um ataque na Faixa de Gaza. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, em uma publicação no X, onde afirmou que Obeida “foi eliminado em Gaza e enviado para se encontrar com todos os fracassados do ‘eixo do mal’ do Irã, Gaza, Líbano e Iémen, no fundo do inferno”.

A operação que resultou na morte do porta-voz foi realizada em um apartamento em Gaza, conforme relato de um funcionário palestino à rede Al Arabiya. Obeida, cujo nome verdadeiro era Hudayfa Samir Abdallah al-Kahlout, era conhecido por suas frequentes aparições em vídeos divulgados pelo Hamas.

Nas últimas horas, forças israelenses intensificaram os bombardeios nos subúrbios da Cidade de Gaza, destruindo casas e forçando mais famílias a deixarem a área. Autoridades locais de saúde relataram que os ataques israelenses resultaram na morte de pelo menos 30 pessoas no domingo, incluindo 13 que tentavam conseguir comida próximo a um ponto de ajuda.

O Exército israelense anunciou que está analisando os relatos sobre os danos e as fatalidades. A região foi designada como uma “zona de combate perigosa”, e um funcionário israelense informou que o gabinete de segurança do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu se reunirá para discutir as próximas etapas da ofensiva planejada para tomar a Cidade de Gaza, considerada o último reduto do Hamas.

Uma grande ofensiva não deve começar nas próximas semanas, pois Israel pretende evacuar a população civil antes de enviar mais forças terrestres. No entanto, a presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, alertou que uma retirada da cidade provocaria um deslocamento massivo da população, algo que a Faixa de Gaza não tem capacidade de absorver devido à escassez de alimentos e suprimentos médicos.

Com cerca de metade dos mais de 2 milhões de habitantes do território palestino atualmente na Cidade de Gaza, a situação humanitária se agrava. O Exército israelense também alertou que a ofensiva pode colocar em risco os reféns ainda mantidos pelo Hamas, gerando protestos em Israel pedindo o fim da guerra e a libertação dos reféns.

A guerra teve início em 7 de outubro de 2023, após um ataque do Hamas ao sul de Israel, resultando na morte de cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e 251 reféns. Estima-se que ainda estejam vivos 20 dos 48 reféns restantes. A campanha militar de Israel em Gaza já resultou na morte de mais de 63 mil pessoas, a maioria civis, aprofundando a crise humanitária na região.