Conhecida como “Mãe Loira do Funk”, a ex-vereadora do Rio foi capturada na Região Serrana após ter a condenação definitiva decretada a mais de 10 anos de prisão por tortura do ex-marido.

Prisão na Região Serrana

A empresária e ex-vereadora do Rio de Janeiro Veronica Costa (PL), de 52 anos, foi presa por agentes da Polinter na noite de quinta-feira (24), em um imóvel situado no Vale das Videiras, no distrito de Araras, em Petrópolis. Considerada foragida pela Justiça desde a última quarta-feira (23), a ex-parlamentar tentava despistar as equipes policiais e trocou de veículo ao menos quatro vezes ao longo do trajeto entre a capital e a Região Serrana.

A ordem de prisão ocorre após o trânsito em julgado da ação criminal em que Veronica foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelo crime de tortura praticado contra seu ex-marido, o empresário Márcio Costa, em 2011.

Declarações e alegação de erro judicial

Ao ser conduzida para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, a ex-vereadora contestou a decisão e declarou inocência diante da imprensa:

“Não sou nenhuma bandida, nenhuma marginal ou homicida. Aqui tem uma mulher que teve uma arma apontada para a cabeça e que foi vítima de um erro do Judiciário. (…) Estou triste, sem acreditar no que está acontecendo. Mas aqui não há nenhuma bandida, nenhuma corrupta. Há uma mulher que trabalhou muito pelo povo e que não merece passar por isso. Isso é maldade”.

Parentes também foram detidos

A operação policial também resultou na prisão de outros três familiares de Veronica que haviam sido condenados no mesmo processo:

 Bruno Chaves Ribeiro: irmão de Veronica, condenado a 10 anos e 8 meses;

 Tatiane Chaves Ribeiro: irmã da empresária;

 Bruno Marcelo Bahia Marques: cunhado da ex-vereadora.

O padrasto de Veronica, Sebastião de Oliveira Evangelista, também condenado no caso, até o momento permanece foragido.

Ex-marido se manifesta

Nas redes sociais, o empresário Márcio Costa comentou o cumprimento dos mandados de prisão, definindo o desfecho judicial não como uma vitória, mas como um alívio após anos do ocorrido:

“Não é comemoração. É alívio. Esperei tempo demais por esse momento. Foram anos carregando em silêncio uma dor que não passa, uma ferida que não se apaga. Hoje, com a palavra final da Justiça, eu não celebro, apenas respiro”.