The Guardian critica postura de Trump e diz que soberania brasileira é tratada como “prática comercial desleal” Redação 16 de julho de 2026 Destaque, Notícias, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS O jornal britânico The Guardian publicou um editorial afirmando que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem tratado medidas de soberania adotadas pelo Brasil como se fossem práticas comerciais desleais.No texto, a publicação cita o sistema de pagamentos Pix e a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos antidemocráticos e discriminatórios como exemplos de políticas brasileiras que, segundo o jornal, passaram a ser interpretadas pelo governo americano como barreiras aos interesses dos Estados Unidos.O editorial também afirma que integrantes da família Bolsonaro atuam como aliados políticos de Trump nesse cenário, classificando essa postura como preocupante.A publicação menciona a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em 2025, que ampliou a responsabilização das plataformas digitais por determinados conteúdos publicados por usuários. Segundo o jornal, a medida foi adotada como resposta à disseminação de desinformação e de conteúdos antidemocráticos.Ainda de acordo com o editorial, as recentes tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros estariam relacionadas, entre outros fatores, às críticas do governo americano ao Pix e às decisões envolvendo empresas de tecnologia que operam no Brasil.O texto também cita a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos, afirmando que ele buscou atribuir ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pelas tensões comerciais entre os dois países.Ao abordar o Pix, o The Guardian destaca que o sistema é amplamente utilizado, reduz a dependência de redes internacionais de pagamento e representa uma infraestrutura financeira nacional. Segundo o jornal, a autonomia brasileira sobre seu sistema de pagamentos e sobre sua política digital é um dos pontos centrais da disputa com o governo americano.O editorial conclui afirmando que, na visão da publicação, a principal questão em debate não é o protecionismo, mas a autonomia do Brasil sobre sua infraestrutura financeira e digital.