A Coreia do Norte condenou neste domingo (4) a operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Para o governo norte-coreano, a ação configura uma “violação extremamente grave da soberania nacional”.

Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram detidos por forças norte-americanas e retirados do território venezuelano, conforme confirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sábado (3).

Em nota divulgada pela agência estatal KCNA, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte afirmou que o episódio reforça o que classificou como uma postura agressiva e intervencionista de Washington. “O ocorrido evidencia, mais uma vez, o caráter desonesto e brutal dos Estados Unidos”, declarou o representante diplomático.

A reação internacional ganhou força ao longo do fim de semana. A China também se manifestou e pediu a libertação imediata de Maduro e de sua esposa, um dia após a Rússia fazer solicitação semelhante.

Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores chinês cobrou dos Estados Unidos garantias quanto à integridade física do presidente venezuelano e de Cilia Flores, além da interrupção de qualquer tentativa de desestabilizar ou derrubar o governo da Venezuela.

“A China defende que as divergências sejam resolvidas por meio do diálogo e da negociação, e não por ações unilaterais”, afirmou o governo chinês.

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