Advogada acusada de injúria racista firma acordo e terá que indenizar vítima Redação 4 de abril de 2026 Destaque, Notícias, ultimas notícias, ÚLTIMAS NOTÍCIAS A advogada Fabiani Marques Zouki, que chegou a ser presa em 2024 por cometer injúrias racistas contra o atendente de uma lanchonete em São Paulo, teve o processo encerrado após firmar um acordo de não persecução penal com o Ministério Público.Pelo acordo, assinado em fevereiro com o Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância, a advogada deverá cumprir uma série de medidas, incluindo o pagamento de indenização à vítima, participação em cursos e ações educativas.Entre as obrigações, está a doação de livros com temática antirracista no valor total de R$ 8,1 mil à Coordenação de Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. Entre os títulos estão “Pequeno Manual Antirracista”, de Djamila Ribeiro, “Futuro Ancestral”, de Ailton Krenak, e “Mitologia dos Orixás”, de Reginaldo Prandi.Além disso, a advogada não poderá dirigir por seis meses, deverá realizar um curso de formação antirracista com carga horária de 300 horas e pagar R$ 8,1 mil de indenização à vítima.O acordo também prevê a participação em reuniões de um grupo reflexivo por quatro semanas, visita ao Museu da Imigração e a realização de atividades relacionadas ao letramento antirracista após assistir a conteúdos educativos.De acordo com a acusação, o caso ocorreu em junho de 2024, quando a advogada teria dirigido sob efeito de álcool até o drive-thru de uma unidade de fast-food na zona sul de São Paulo. Irritada com a demora no atendimento, ela saiu do carro e, após ser informada sobre problemas no sistema, passou a ofender um funcionário com termos racistas.Em nota, a defesa afirmou que o acordo foi firmado como uma medida jurídica para encerrar o caso rapidamente e destacou que isso não implica reconhecimento de culpa, mencionando ainda a existência de circunstâncias mais amplas não totalmente divulgadas.